quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Jornalismo de Revista segue rotina diferente dos outros meios de comunicação


Ramo do jornalismo é uma boa opção para futuros jornalistas


Erick Issa


O jornalista tem o dever de levar informação isenta ao público, seja ele leitor, telespectador, ouvinte ou internauta. Seja qual for o meio em que o jornalista trabalhe, ele não poderá nunca desprezar regras básicas da profissão, que são iguais para todos. Apurar, questionar e duvidar é essencial. Marília Scalzo, autora do livro Jornalismo de Revista (2008) relata que no jornalismo é preciso duvidar sempre. Duvidar de tudo, inclusive de si mesmo, para não cair em nenhuma armadilha da profissão.

O jornalismo de revista não é prioridade nos cursos de graduação das instituições de ensino superior brasileiras. A grande paixão de docentes e discentes, além da TV, são os jornais. Estes recebem atenção especial dos cursos e podemos dizer que se o estudante está sendo preparado para trabalhar em um meio impresso, este é sem dúvida o jornal. As disciplinas de elaboração de reportagem se focam apenas no jornal impresso, esquecendo o crescente mercado das revistas, que hoje emprega grande parte dos jornalistas.

Quando questionados sobre a diferença entre o jornalismo feito nas revistas e o praticado nos outros meios de comunicação, recebemos como resposta que as revistas contam os fatos de uma forma mais aprofundada. Esta é uma das diferenças, mas não é apenas a única. As revistas têm periodicidade semanal, quinzenal ou até mesmo mensal, portanto, as mudanças já são percebidas na produção das matérias. O tempo para apuração e elaboração é maior. Não adianta chegar numa revista com o mesmo fôlego que se trabalha nas redações dos jornais, pois são dois ambientes diferentes. A revista irá contar um fato que muitas vezes já foi totalmente destrinchado pelos outros veículos. Por isso, é necessário não só trazer um relato sobre o acontecimento, mas sim o diferencial.

A maioria dos meios de comunicação prezam pela imediaticidade. Na ânsia de dar a notícia antes da concorrência acabam errando e perdendo credibilidade. Essa imediaticidade faz com que grandes histórias passem despercebidas diante das câmeras ou páginas dos jornais. O profissional que trabalha em revista tem que ter olho clínico para ver o que ninguém viu. Tem que ir atrás da notícia e saber escrever muito bem. O estudante de jornalismo que sonha torna-se um grande profissional tem que ler muito, independente do ramo em que vá se especializar.

O repórter fotográfico é o braço direito na construção da matéria. Muitas vezes é através da fotografia que o leitor decide se vai ler ou não a matéria. Se for uma boa fotografia e estiver bem disposta na página, com certeza ele irá ler. Tomar cuidado com certas extravagâncias e mistura de cores também é regra nas grandes editoras que produzem revistas em todas as partes do globo.

O anunciante é parte importante na sobrevivência das revistas, mas ele não pode pautar o que a revista irá abordar. Caso isso ocorra, a revista corre sérios riscos de cair em descrédito. Para dar certo, uma equipe tem que trabalhar em grupo. Jornalistas, publicitários e designers não podem viver em guerra. É necessário planejar a revista de forma conjunta para que ela sobreviva e não vire escrava do seu tempo. O que não pode ser desprezado nunca é o leitor. Esse tem que ser escutado sempre, pois é para ele que a revista é feita, sem ele a publicação não acontece.

Outra vantagem das revistas com relação aos jornais impressos é o fato de haver revista para todos os gostos, públicos e locais. São segmentadas. Tratam separadamente sobre futebol, moda, cozinha, política, novela, economia e tantos outros assuntos. Já o jornal é um misto de tudo. Se para ler sobre esporte você precisa comprar o jornal inteiro, no caso das revistas, você compra aquela especifica sobre o assunto. São publicações fáceis de guardar e que você pode levar para todos os lugares. São presenças garantidas nas salas de esperas de consultórios médicos e até em salões de beleza.

Duas grandes revistas marcaram época em nosso país e se tornaram fenômenos editorias. O Cruzeiro, do empresário Assis Chateaubriand e Manchete do Grupo Bloch. Estas publicações marcaram época valorizando o fotojornalismo e as grandes reportagens. A revista Veja, da Editora Abril, é a mais vendida no Brasil na atualidade. Com foco na notícia, tem como concorrentes IstoÉ e Época.

O Brasil vende seiscentos milhões de exemplares de revistas por ano contra seis bilhões nos Estados Unidos. Apesar de serem números distantes, o nosso mercado vem crescendo desde 1994 quando foi lançado o Plano Real. Com a mudança da moeda, as produções baratearam, já que o dólar e o real estavam cotados ao mesmo valor. Nesta mesma época chegaram ao mercado revistas de grande apelo popular. Estas tinham como diferencial o preço e o público. Falavam para as Classes C e D, além de custar pouco mais de um real. Antes do lançamento destas revistas o Brasil comercializava 300 milhões de exemplares por ano. Estas revistas foram batizadas como populares, pois além do baixo valor, tinham foco em temas preferidos pelas classes mais baixas, como a vida das celebridades.

Com o crescimento do mercado de publicações no Brasil, a expectativa é que os cursos de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo passem a dar atenção especial ao segmento de revista. Em um mercado cada vez mais restrito, as revistas vêm sendo responsáveis pela contratação de grande parte dos profissionais recém-formados. A Editora Abril, maior do ramo no país, promove há alguns anos o Curso Abril de Jornalismo, que visa preparar jovens recém-saídos da faculdade para o mundo das revistas.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Antônio Imbassahy tentará se eleger prefeito pela terceira vez



Pré-candidato à prefeitura de Salvador busca parcerias para entender os problemas enfrentados pela cidade

Erick Issa

Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que administrou a cidade por oito anos (1997-2004), será candidato novamente à prefeitura municipal pelo Partido da Social Democracia Brasileira. Esta será a segunda vez que Imbassahy concorrerá a um cargo público após romper com o Carlismo, vertente política do falecido senador Antonio Carlos Magalhães. Na última eleição, concorreu ao senado, mas não obteve êxito. Desta vez, tentará ocupar novamente o cargo de prefeito de Salvador, tendo que enfrentar velhos e novos problemas, como a elevada taxa de desemprego e o crescente índice de violência na cidade.

Atual presidente do PSDB-BA, partido ao qual se filiou em setembro de 2005, Antônio Imbassahy prefere não falar em favoritismo para as eleições de outubro. “A cidade terá muitas opções na eleição que se aproxima. Isso é bom, pois estimulará o debate para que a população possa escolher o melhor candidato”, entusiasma-se.

No atual cenário político de Salvador, os candidatos preferem discutir temas que estejam relacionados aos problemas enfrentados pela cidade, desde problemas antigos, como o alto desemprego, até o abandono de projetos sociais e a falta de cuidado com as comunidades mais carentes da cidade. Imbassahy, como pré-candidato, não é uma exceção a esta regra.

O seu partido tem promovido seminários a fim de discutir os anseios da cidade para o caso de ser eleito. No último encontro, que contou com a participação de dirigentes de diversas organizações não-governamentais, Imbassahy discutiu sobre a inclusão social da juventude, além de formas que possam ajudar os jovens a entrar no mercado de trabalho.

Salvador continua sendo a capital nacional do desemprego. De acordo com dados divulgados em maio de 2008 pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Região Metropolitana de Salvador (RMS) tem cerca de 396 mil desempregados dentro da chamada população economicamente ativa (PEA), o que equivale a 28,1% da PEA, que é composta por pessoas com mais de 10 anos, que trabalham.

O ex-prefeito disse que pretende trabalhar junto às organizações não-governamentais que estejam ligadas diretamente aos jovens para entender os seus problemas e ajudá-los a entrar no mercado de trabalho. “É preciso construir caminhos junto à juventude. Aprender para poder ser parceiro, compreendendo o que se passa para poder ajudar. É necessário criar uma verdadeira parceria para obter resultados”, afirma o ex-prefeito.

Prefeito por oito anos, Antônio Imbassahy deixou o cargo com elevada aprovação dos eleitores da capital baiana. Se eleito terá que enfrentar tantos problemas como os que encontrou quando assumiu a prefeitura pela primeira vez. Ao falar da época em que foi prefeito, afirma ter sido parceiro dos mais carentes e cita como exemplo as comunidades da Estrada Velha do Aeroporto. “Sempre visitei muito aquela região e posso dizer que conheço os problemas desta parte da cidade. Me orgulho de ter acabado com um grande problema que era o lixão de Canabrava”, comenta.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Salvador: 459 anos de injustiças sociais



Por Erick Issa e Luide Farias


No dia 29 de março de 2008, a capital baiana completou 459 anos. Desde que Tomé de Sousa chegou ao porto da Barra, em 1549, para fundar a bela Salvador, a cidade passou por variados processos, desde a escravidão até a urbanização. Apesar de toda transformação à qual Salvador foi submetida, parecemos estar fadados às desigualdades e misérias sociais. Tais transformações segregam-se em pequenas parcelas do território soteropolitano. No entanto, Salvador é feita de toda gente, e não de minoria.


Como conseqüência, de primeira capital do país, Salvador, ostenta hoje outro rótulo: o de campeã nacional do desemprego. Para chegar ao fundo do poço, dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em março de 2008, revela que na Região Metropolitana de Salvador há cerca de 388 mil desempregados, o que assola 20,9% da população economicamente ativa (PEA).


Além de todos os títulos citados remetidos à cidade, Salvador ainda continua sendo a capital mais antiga do país. Título esse que, por nenhuma força, será reclamado por outra cidade. Esta afirmativa talvez explique o cômodo ócio de antigos e atuais administradores da bela cidade que prometem, mas nunca conseguem reduzir a taxa de desemprego na capital, dando pouco, ou nenhuma, importância ao caso.


Para completar, este ano tem eleição e mais uma vez estará afixado o trampolim político. Propostas serão elaboradas, explanadas e saltadas para um banho caloroso da fé inabalável dos baianos de que isso aqui tem solução. Sim, “isso aqui”. Mas cabe ao eleitor/leitor acreditar, ou não, mais uma vez nas promessas que nunca vingaram.


Sob as máximas “a esperança é a última que morre” e “brasileiro não desiste nunca”, desempregados todos os dias acordam com a expectativa de conseguir um bom ofício. Se o sistema não for revisto, a vez da esperança, que é a última, chegará.


Quem sabe o desemprego e a miséria sejam fatores que levem ao crescente índice de violência na capital baiana. Sim, pois não adianta trabalhar oito horas por dia ganhando um salário mínimo, enquanto estorquir, trambicar, furtar ou traficar é uma ocupação mais lucrativa, sem alienação ou mais-valia.


O que vamos fazer para mudar a realidade? A resposta deveria estar com os governantes, mas é incrível que todos se isentem da culpa pelo título do desemprego. A cada quatro anos muda o prefeito. O que não muda é a agressão psicológica, moral e social enfrentada pela população.
Enquanto os governantes discutem de quem é a culpa pelo alto índice de desemprego, a violência e a miséria aumentam. Não obstante, os administradores dessa cidade ainda hão de dizer que Tomé de Sousa é o culpado. “Foi ele quem começou, o safado”, argüirão. “Maldita bola de neve”, outro reforçará.


Dentre toda esta questão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa informado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% em 2007. Ao que parece o país vem crescendo mais do que nos últimos anos, mas Salvador não consegue acompanhar o ritmo de crescimento. A cada pesquisa divulgada sobre o desemprego, a capital baiana bate recorde. É a atriz principal. E a cortina ainda nem foi aberta.


Por hora, vamos sonhar com dias melhores. Vamos acreditar que a taxa de desemprego irá cair, que o preconceito irá acabar na cidade de maior população negra do país, e que as promessas de eleição serão cumpridas. Assim teremos a certeza de que Salvador não mais será a campeã do desemprego, nem da miséria, muito menos das desigualdades e injustiças sociais.


Neste dia poderemos com orgulho acordar nas manhãs de 29 de Março e dizer: Parabéns Salvador! Tenho orgulho de você!
Enquanto tal sonho não se torna realidade, continuemos vivendo o amargo e real pesadelo que nos dá a certeza de que nada temos a comemorar pela passagem dos 459 anos da cansada Salvador.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ping e Pong: Comunicador José Eduardo Figueiredo Alves abre o jogo em uma conversa descontraída com estudante de jornalismo da Unijorge


Por Erick Issa

O comunicador José Eduardo Figueiredo Alves é natural de Salvador. Não é graduado em Jornalismo, o máximo que fez foi um curso de especialização em rádiojornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). José Eduardo apresenta de segunda a sexta o programa Se Liga Bocão na TV e rádio Itapoan.

“Eu sou polêmico”

Erick: Porque o apelido Bocão?

Bocão: Porque tinha que fazer um programa e o programa tinha que ter algum nome. Então era eu e mais dois sócios e demos o nome. Como ia ser um programa de entretenimento, de fofocas da cidade, aí colocamos o nome Bocão, mas o programa mudou e o nome ficou.

Erick: O que você define como sendo ética jornalística?

Bocão: Ética Jornalística pra mim é tudo que o povo quer saber, acredita e confia. Às vezes você pousa de ético e faz tudo ao contrário. Na verdade ética jornalística é você mostrar a verdade pra população que esteja em casa acreditar em você. A partir do momento que a população acredita em você, a ética existe.

Erick: O que você pensa dos colegas de trabalho que o acusam de ser antiético?

Bocão: Eu acho que é mais pelo lado imprenso. Porque no lado impresso a gente sofre este tipo de preconceito, justamente por fazer um programa popular, um programa voltado pra população carente e que precisa. De repente eles acham que isso é apelo. Acham que isso é uma forma de ganhar audiência, mas eu contesto isso de forma veemente, porque o que eles fazem também não é ético. Muitas vezes eles acusam as pessoas e depois não tem prova. Vocês podem perceber que todos esses que acusam tem muito mais processos do que eu.

Erick: Como você comentaria a afirmação de um locutor esportivo de uma rádio concorrente que afirma que você caiu de pára-quedas na imprensa baiana?

Bocão: Porque ele acha que eu cheguei à imprensa baiana esportiva agora. Como ele já está ficando um pouco mais velho e aí a idade pesa um pouquinho, talvez ele não se lembre que eu estou na imprensa esportiva desde 1988.

Erick: Você fica chateado com essas críticas vindas da imprensa ou leva numa boa?

Bocão: Na hora só que o sangue sobe, mas depois volta ao normal, afinal de contas sucesso em todo Brasil incomoda e quando é de repente, porque o programa estourou em apenas dois anos. Talvez essas pessoas aí estejam com a mente ainda arcaica, uma coisa retrógrada e não entendam. Aí partem pro desabafo, pra histeria e pra crítica.

Erick: Você já trabalhou como assessor de imprensa?

Bocão: Eu tenho uma empresa de assessoria de imprensa onde trabalham quatro jornalistas e dois estagiários. Essa empresa é tocada pelos jornalistas mesmo. Eu pouquíssimo vou lá.

Erick: Muitos ouvintes questionam que você é assessor de imprensa do jogador Edílson, então não é verdade?

Bocão: Já fui. Há quatro anos atrás eu fiz assessoria pra casa de show dele e pra ele. Fui de Popó, Edílson, Ricardo Chaves. Hoje eu tenho Cheiro de Amor, Gilmelândia, Jammil e Asa de águia.

Erick: O que você acha das críticas dos torcedores do Bahia e do Vitória advindas do site de relacionamentos Orkut?

Bocão: Eu não tenho tempo para ver Orkut. Não gosto de torcedor de Orkut, sinceramente. Eu acho que é o tipo de torcedor que não vai pro estádio e fica ali no orkut brincando. Percebo que como eu e o programa somos polêmicos, dificilmente as pessoas vão aceitar. Principalmente este tipo de torcedor de Orkut, mas se fizer uma pesquisa, 99% da torcida me aceita e gosta. É por isso que eles participam com mais de 200 ligações em uma hora de programa.

Erick: Você pensa em ser político?

Bocão: Não penso, pelo menos agora.

Erick: Você já se arrependeu de alguma declaração sua por medo de algum processo?

Bocão: Várias. Na ânsia de se expressar, você às vezes comete erros. O que você tem a fazer depois é pedir desculpas, mas não ao vivo. Ligar pra pessoa e dizer que cometeu um erro e pedir desculpas. Eu peço várias vezes.

Erick: Muitos ouvintes afirmam que você é torcedor do Vitória, mas você não assume isso. Finalmente, qual é o seu time?

Bocão: Meu time atualmente é audiência esporte clube. Quando o Bahia e o Vitória não sobem ou descem eu fico triste e fico desesperado, porque é mais um time onde eu não vou poder vender comercial, publicidade e nem correr atrás. Já torci muito atrás. Há uns 15 anos eu torcia pelo Vitória, mas depois que eu entrei no rádio desencanei. Não quero nem saber.

Erick: Existe um vídeo da época que você era repórter que mostra o torcedor José Eduardo comemorando um gol de Alex Alves pelo Vitória. A torcida do Bahia até hoje comenta que você é torcedor do Vitória devido a este fato. Como você se defende?

Bocão: O fato aconteceu, mas eu comemorei pelo gol que foi na época de Alex Alves. O jogo foi Vitória e Corinthians. Ele saiu driblando do campo dele até o do adversário e fez o gol. Na época eu já trabalhava pela TV Itapoan e estava no fundo do gol. Essa matéria está até no site Youtube, o pessoal acessa aí e vê. Eu realmente comemorei pelo gol, não pela torcida e nem pelo Vitória.

Erick: Para encerrar a nossa entrevista, gostaríamos que você fizesse um breve resumo sobre sua carreira.

Bocão: Eu comecei no jornalismo em 1988, quando meu pai me levou para participar de um teste na Rádio Cultura. Passei nesse teste, depois eu fui pra Rádio Bahia, Itaparica e Bandeirantes. Depois fui chamado por Varela em 1989 para ir pra equipe de esportes da TV Itapoan, na época era o Telesportes. Eu tinha 19 anos. Passei no teste e fiquei de 1989 a 1992 na TV Itapoan. A TV Bahia me chamou e eu fiquei de 1992 a 2002. Depois eu me desliguei da emissora e fui fazer assessoria de imprensa. Montei um programa de rádio na Transamérica que passou pra 104 FM. Finalmente montei projetos de TV e mandei para algumas TVs. A TV Aratu aceitou e estourou de dois anos pra cá. Tudo foi muito rápido

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Moradores do Imbuí protestam contra desmatamento da mata atlântica


Obra da Faculdade Área 1 gera tumulto entre populares

Por Erick Issa e Lorena Nascimento


O novo campus da Faculdade de Ciência e Tecnologia (Área 1) está sendo construído em uma área de reserva de Mata Atlântica na Avenida Paralela, próximo ao bairro do Imbuí. A construção que teve início no começo de 2007 vem gerando conflito entre as partes. Enquanto estudantes comemoram. Ambientalistas e moradores da região alegam sofrer com inúmeros problemas, como a proliferação de mosquitos, desmatamento e a falta de privacidade.

Para possibilitar a construção da nova sede da faculdade, que contará com cerca de 10.000M², foram desmatados arbustos e árvores que fazem parte da reserva de mata atlântica da região de Pituaçu. A nova sede localizada próximo ao Hipermercado Extra, contará com 08 pavimentos, quadra de esportes e área para lazer. “O campus do Iguatemi será desativado, pois ele não pertence à faculdade e seu aluguel é caríssimo, cerca de 30 mil reais por mês”, informa a funcionária do Setor de Marketing, Fernanda Abreu.

A maioria dos estudantes têm se mostrado favorável a mudança do campus, já que este proporcionará maior conforto, com salas mais amplas e um estacionamento próprio. Porém a mudança não agrada a todos. “Minha expectativa é péssima, pois este campus é mais longe, ele será bom para quem tem carro”, reclama o estudante de Engenharia da Produção, Alexandre Carvalho.

Os moradores do Conjunto Villa do Imbuí protestam desde o início das obras. “Ligamos para os órgãos responsáveis e para a imprensa, mas de nada adiantou. A obra já está sendo concluída e nenhuma providência foi tomada. Não entendo como a prefeitura liberou este alvará”, indigna-se o morador, Diego Stering. Os moradores reclamam também da falta de privacidade, já que uma das entradas da instituição será por dentro do conjunto que conta com 570 apartamentos.

“É no mínimo contraditório, uma faculdade que está agregando o curso de Engenharia Ambiental desmatar um terreno para construir uma nova sede” revolta-se o síndico, Roberto Oliveira.
A secretária da faculdade, que se identificou apenas como Luana, informou que ninguém poderia falar sobre o assunto. No site oficial da Área 1 são encontradas poucas informações sobre a obra que conta com 90 trabalhadores.

Os moradores também reclamam dos pernilongos que estão se proliferando pelas redondezas. Eles alegam que o problema piorou após o desmatamento causado pela construção. “O esgoto que fica atrás do conjunto foi tapado recentemente pela iniciativa privada, ou seja, o problema tem sido minimizado, não são as obras que estão causando a proliferação dos mosquitos”, afirma o Vereador e Presidente da comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Salvador, José Carlos Fernandes. Em contradição ao vereador está um dos operários que trabalha na obra. Ele não quis se identificar, mas contou que nem os trabalhadores estão agüentando conviver com tantos mosquitos.


Bióloga teme os impactos que podem ser causados na região

Não são apenas os moradores do bairro do Imbuí que temem os prejuízos que podem vir a ser causados pela construção da nova sede da faculdade. Ambientalistas e biólogos também se preocupam com a situação. O Centro de Recursos Ambientais (CRA) é o órgão responsável por estudar os impactos que podem ser causados com o desmatamento nesses casos.

“A obra pode causar impacto na fauna, na flora, no solo e até mesmo em qualquer tipo de aqüífero, ou seja, lagos, lagoas, nascentes e lençóis freáticos que possa haver na região”, explica a gestora ambiental e doutoranda em Geologia, Cláudia Cruz.

Segundo a professora, deveria haver um remanejamento das espécies nativas do local, tanto da fauna, como da flora, pois sempre há espécies raras e até mesmo em extinção nestes resquícios de mata atlântica. “Já tive o desprazer de presenciar um tamanduá saindo do canteiro de uma obra na Avenida Paralela e atravessando a pista, isto prova que na há um remanejamento correto nestas regiões”, conta Cláudia Cruz.

A partir do primeiro semestre de 2008 as aulas já serão lecionadas no novo campus da Paralela. A Faculdade foi procurada para responder as críticas e reclamações dos moradores, mas resignou-se ao silêncio.

Foto Por > http://www.area1.br/

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ambientalistas protestam em Salvador em memória das vítimas do Césio 137


Pior acidente radiológico do Brasil completa 20 anos

Por Erick Issa

Ambientalistas do Greenpeace realizaram, na manhã desta segunda-feira (10), ato na Praça Municipal de Salvador para lembrar os 20 anos da maior tragédia radiológica em área urbana da história, ocorrida em Goiânia no dia 13 de Setembro de 1987. Cerca de 30 pessoas vestidas de preto deitaram no chão da praça para simbolizar a morte das vítimas do Césio 137. O movimento contou com a participação de moradores do município de Caetité que pedem o fim da exploração de Urânio na região.

Em 1987 dois catadores encontraram um pó azul que brilhava no escuro. Fascinados com a situação, mostraram aos familiares o pó desconhecido e estranho, sem saber que se tratava do Césio 137. Descoberta a tragédia, o governo mandou que isolasse a área. Por não possuírem preparo adequado, os médicos, bombeiros e policiais enviados ao local foram contaminados do mesmo modo, tornando-se, também, vítimas. As autoridades mandaram destruir todos os pertences das vítimas gerando 20 toneladas de lixo radioativo. “Sessenta pessoas morreram vítimas do Césio e cerca de 6000 sofrem suas conseqüências”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace.

O movimento escolheu a Bahia para iniciar os atos de protestos, que acontecerão também em outras capitais do país, por ser aqui o começo do ciclo de Urânio. “Na Bahia há negligência com os moradores e trabalhadores de Urânio da região de Caetité, o que muito lembra o ocorrido com as vítimas do Césio”, complementa Baitelo.

O manifesto contou também com o apoio do Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBA), da Associação das Vítimas do Césio 137 (AVICÉSIO) e do Instituto Paulo Jackson. Os grupos lutam para que o Governo Federal não retome o projeto nuclear brasileiro com a construção da Usina Angra 3. “Queremos que o dinheiro seja usado para investir em energias limpas como a Biomassa e a Solar. Não iremos aceitar projetos que ponham em risco a população brasileira”, comenta Baitelo.

O Governo de Goiás paga uma pensão às vítimas do Césio, que nunca receberam nenhum apoio das autoridades federais. Questionam-se os critérios para pagamento de pensões, pois pessoas atingidas diretamente não estão classificadas como vítimas, o que revolta ambientalistas de todo país. “Nós sofremos com problemas de pele, obesidade, preconceito, câncer e tantos outros males, mas nunca fomos indenizados moralmente. O governo tinha suspendido até os remédios, mas voltou a dar depois que colocamos a boca no mundo”, indigna-se Suely Silva, representante das vítimas do Césio.

Exploração de Urânio – Na manifestação, também ficou explícita a preocupação dos ambientalistas com a exploração de Urânio na cidade de Caetité, situada no sudoeste da Bahia. O Grupo ambientalista da Bahia carrega a bandeira da “Não exploração nas usinas da região”. “O Urânio de Caetité tem que ficar embaixo da terra, este é o nosso lema”, conta Lílite Cintra, representante do GAMBA.

Moradores de Caetité, preocupados com a elevação de mortes por Câncer na região, reforçaram o grupo de manifestantes que chamava a atenção dos que passavam em direção ao Elevador Lacerda. “Estamos aqui para cobrar uma postura mais clara do Governo do Estado, as pessoas em Caetité estão morrendo de Câncer”, exclamou a moradora da região, Jerusa Novato.
O Governo do Estado informou, através de Alberto de Freitas, da Agência Geral de Comunicação (AGECOM), que desconhece a manifestação e que a questão da exploração é monopólio do Governo Federal. Tal informação contrasta com as declarações dadas por moradores de Caetité que afirmam que o Governo da Bahia é o único responsável pela licença concedida para exploração do Urânio. “Até a primeira-dama, Dona Fátima Mendonça, cobrou ações por parte do governador sobre a questão. Ela afirmou que Wagner deve satisfações ao povo da Bahia que o elegeu, e não ao Lula, não tendo porque temer”, empolga-se Jerusa. Sob aplausos, a manifestação foi encerrada. Foram distribuídos informativos a fim de alertar a população para os perigos da radioatividade, não só em Goiás, mas em todo o Brasil. A expectativa é que o movimento ganhe força em todas as partes do país para chamar atenção do Governo Federal, para que este possa abandonar de vez a retomada do projeto nuclear brasileiro.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Empresários investem na construção de novos shoppings


Salvador contará com mais três shoppings até 2010

Por Erick Issa


Quem passa pelo coração da Avenida Tancredo Neves fixa o olhar na direção do mais novo shopping da cidade. O Salvador Shopping inaugura na manhã de hoje (22). A inauguração do shopping será o ponto de partida para mais três obras. Até 2010 serão inaugurados os Shoppings Paralela, Mega Center e Paseo Itaigara.
Os Baianos vêem com preocupação os novos empreendimentos. “Acho que a cidade ainda não suporta tantos shoppings. Sendo que apenas um desses novos, não vai ser voltado para o mesmo publico” afirma o estudante Ibsen Brandão
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O grupo do empresário José Carlos Paes Mendonça (JCPM), que controla o novo shopping investiu 300 milhões para execução do projeto. Sendo mais de 30 milhões na execução de um novo sistema viário para evitar engarrafamentos na região. Foram construídas três passarelas, duas pontes sobre o Rio Camurujipe, duas passagens em desnível e um viaduto. Algumas ruas também foram alargadas pra facilitar o trânsito do local.

O Salvador Shopping contará com 263 lojas, oito salas de cinema e praça de alimentação. A expectativa com a inauguração é muito grande por parte dos colaboradores. “Quando eu entrei lá pela primeira vez era tudo lama. Não acreditei que o shopping ficaria pronto em dois meses. Hoje sinto o dever cumprido e espero que as pessoas gostem do nosso trabalho e que de alguma forma possamos atingir a vida de cada um dos novos clientes” comenta a colaboradora da David Móveis, Camiles Ribeiro.

Investindo pesado - O Shopping Paralela está previsto para inaugurar no dia 29 de março de 2009, dia em que a cidade comemora seu aniversário. Cerca de 400 lojas se instalarão no local. Já o Paseo Itaigara será voltado para as classes A e B. O empreendimento que contará com 74 lojas está previsto para ser inaugurado em setembro de 2008.

O alvará do Mega Center, que será erguido na Rótula do Abacaxi, ainda não foi liberado pela prefeitura que estuda mudanças no trânsito da região. O Mega Center contará com mais de 800 lojas, sendo assim o maior shopping da América Latina.

Shoppings se movimentam para não perder mercado
Os shoppings que já possuem mercado na cidade há mais de duas décadas anunciam ampliações e investimentos para não perder mercado. O Shopping Itaigara ganhará mais uma alameda até 2008. A reforma inclui inauguração de novas salas de cinema e instalação de lojas âncoras para atrair um maior público. Já o Shopping Barra anunciou que investirá na construção de 10 salas de cinema da Rede Multiplex, a obra que ainda não possui data para começar será de responsabilidade do Arquiteto Antonio Caramelo.
O Shopping Iguatemi, maior da cidade também não quer ficar pra trás. A última reforma atraiu mais dezoito lojas e 220 novas vagas de estacionamento. Seguindo o mesmo ritmo, o Aeroclube fecha pra reforma e reabre no dia 01 de Dezembro, com nova roupagem. O shopping que se chamará Aeroclube e Office vai contar com escritórios e até um Call Center. Três lojas âncoras, que ainda não foram anunciadas, também abrirão filiais no shopping, a fim de atrair novos clientes.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Amor dividido entre duas profissões


Anne Louise estuda direito e faz sucesso na noite soteropolitana como DJ

Por Erick Issa


A faculdade de direito e a música eletrônica são as duas paixões de Anne Louise de Albuquerque. A jovem de apenas 22 anos que cursa o oitavo semestre de direito na Universidade Federal da Bahia arranja tempo para tocar nas festas e boates da capital baiana. Não é uma rotina nada fácil de seguir, mas Anne não pensa em abrir mão da música em função da carreira jurídica. “O máximo que farei é dar um tempo para a música, pois terei que estudar muito para concursos, mas não abro mão da minha carreira de DJ”, empolga-se Anne.

A paixão pela música vem do berço. O pai de Anne mantém um mini estúdio dentro de casa, o que estimulou a DJ a estudar piano desde os sete anos. Foi a partir dos 17 anos que Anne conheceu a musica eletrônica, o que a levou a trabalhar com produção e promoção de festas de música eletrônica. Não demorou muito para que Anne fizesse uma oficina para DJ com o professor e também DJ Oliver Jack. Aluna aplicada, a garota em tão pouco tempo explodiu na cena eletrônica de Salvador, ganhando a admiração de centenas de pessoas. “A DJ Anne Louise é linda, ela faz mixagens perfeitas. Como pessoa ela é carinhosa, atenciosa e nerd”, brinca a amiga Thais Biazin.

Pessoal e profissional - Anne conta que sente a necessidade de separar o pessoal do profissional, uma prova disto são os seus perfis no orkut, onde conta com três, sendo apenas um pessoal. A carreira como DJ começou no dia 29 de julho de 2006, na festa Fever do seu professor Oliver. A partir deste momento Anne ganhou fãs, amigos e até uma comunidade no Orkut.
A arte de dividir o pessoal do profissional se estende aos estudos. Estudar, estagiar e tocar são os três verbos que não saem da mente de Anne. “Consigo dividir meu tempo, pois as festas resumem-se aos fins de semana, porém perco muito tempo na frente do computador baixando músicas. Deixo-as baixando e vou estudar dois capítulos”, conta Anne.

Não foi fácil conquistar tudo isso em tão pouco tempo. Anne também sofreu discriminação por ser mulher. Muitos afirmaram que ela era apenas uma Patricinha querendo entrar no mundo da música, mas nossa futura advogada não se abateu e soube usar o preconceito a seu favor. Muitas vezes Anne foi escolhida para festas, devido ao grande público masculino para que a festa seria produzida. O que mostra que o fato de ser mulher é um diferencial no mundo da musica eletrônica.

Apoio da família e admiração dos fãs

Segundo Anne, os pais gostam do seu trabalho, mas se preocupam que ela dê atenção à carreira jurídica. Ela dá um sorriso e nos confessa que sua irmã é sua fã incondicional. Por falar em fãs, a DJ conta que recebe muitos bilhetes e cantadas quando está tocando. ”Uma vez eu estava tocando e vi uma mulher acenando desesperadamente, fui até ela. No começo ela me disse que queria saber onde tomar curso pra DJ e depois confessou que queria saber mesmo se eu curtia mulheres”, lembra Anne.
Jogo de cintura é a receita para saber conciliar tantos compromissos, sejam eles pessoais ou profissionais. Cada segundo é muito valioso na vida da DJ, que nunca se arrepende da escolha de se dividir em duas tarefas tão diferentes. Ultrapassar obstáculos, vencer preconceitos e seguir em frente fazem parte da meta de Anne. “Se tivesse que abandonar uma carreira, deixaria a música, mas não pretendo ter que fazer isto. Esta decisão só seria tomada se fosse à última das opções, afinal de contas minha vida não é barata. Direito é a minha primeira profissão”, explica.

sábado, 28 de abril de 2007

Fonte Nova encontra-se em estado de total abandono


Estádio não tem condições de sediar jogos da seleção

Por Erick Issa


Quem olha de longe, não imagina o que as grandes paredes de concreto escondem, nem sequer sonham que após completar cinqüenta anos, esta grandiosa praça esportiva, não tem motivos para comemorar. Os graves problemas enfrentados pelo Estádio Octávio Mangabeira têm sido tema de debates entre torcedores e dirigentes. A precariedade do local prejudica, inclusive, a seleção brasileira que fica impossibilitada de atuar na Bahia.

Para os que ainda gostam de futebol está sendo uma dura tarefa ir aos jogos do Esporte Clube Bahia. O maior estádio de futebol da Bahia encontra-se abandonado e esquecido pelas autoridades. Rachaduras, infiltrações, muita sujeira e falta de segurança dão uma nova feição ao Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova.

Para quem viveu os áureos tempos do Futebol Baiano, é triste deparar-se com o novo rumo que o estádio tomou. A Fonte encolheu, sua capacidade foi reduzida de 89.900 espectadores, para apenas 65.000. Com a interdição de parte do anel superior, devido a riscos de desabamento, esta capacidade foi reduzida ainda mais, para apenas 45.000 pessoas.

O torcedor que já se espremeu para assistir o Bahia, campeão Brasileiro de 1988 e para ver o Vitória, vice-campeão nacional em 1993 tem se afastado cada vez mais desta praça esportiva. “Tenho medo que ocorra outra invasão de campo e tenho medo também das crescentes brigas entre as torcidas organizadas. Não há segurança no estádio, a falta de policiamento é gritante”, afirma o estudante Alexandre Teixeira de Pinho.

Eliminatórias e copa - Uma reunião entre o Governador Jacques Wagner e o Presidente da CBF Ricardo Teixeira na tarde desta quinta-feira (15), discutiu a possibilidade da Bahia receber um jogo da seleção Brasileira pelas eliminatórias da copa de 2010.

O Governador prometeu a Ricardo Teixeira que irá reformar a Fonte Nova na tentativa de adequá-la para jogos de grande porte. Para isso será preciso fechar o estádio o mais rápido possível, pois o jogo está previsto para o início de 2008. O dirigente da CBF mostrou-se satisfeito com o compromisso assumido pelo governador e colocou a Bahia como uma das possíveis sedes da copa de 2014. O Brasil disputará com a Colômbia o direito de sediar o mundial que acontecerá na América do Sul.

De acordo com a assessoria de comunicação da Sudesb (Superintendência de desportos da Bahia), o diretor geral do órgão, Raimundo Nonato, esteve reunido durante toda tarde desta segunda-feira com o engenheiro de projetos esportivos Nilo Júnior, a fim de estabelecer pontos estratégicos para recuperação do estádio. Uma comissão da CBF deve inspecionar o local no mês de Abril.

Estádio Arena pode sair do papel ainda esse ano

O grupo português Lusoarenas tem interesse de construir um novo estádio de futebol na Capital Baiana. A iniciativa privada pretende construir um complexo com lojas e anfiteatro que terá como carro chefe um estádio de futebol com capacidade para 40.000 pessoas. O estádio abrigará jogos do Bahia e do Vitória e deverá ser erguido nas imediações da Avenida Paralela. “Vejo com bons olhos a construção de um novo estádio, mais ainda não fui procurado por ninguém”, afirma Raimundo Nonato, diretor da Sudesb.

De acordo com a assessoria do governo do estado, o governador Jacques Wagner especulou com o presidente da CBF sobre a construção do novo estádio que ficará pronto em 2010 e que será totalmente orçado pela iniciativa privada. Com a construção do estádio a Bahia entra na briga para ser uma das sedes da copa de 2014.

Quem ganhará com isso será o torcedor da dupla Ba-Vi, que terá um estádio super moderno à sua disposição. “Já estava na hora de um empreendimento deste porte, não agüentamos mais a insegurança da Fonte Nova, precisamos deste estádio o mais rápido possível”, desabafa o motorista Roberto Oliveira.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Portabilidade numérica deve acirrar concorrência entre operadoras de celular


Usuários poderão migrar de operadora e manter o mesmo número

Por Erick Issa


Mudar de operadora de celular e manter o mesmo número parecia um sonho distante para os usuários brasileiros. Muitas vezes não satisfeitos com os serviços prestados, os clientes optavam por continuar com a companhia para não perder o número, ao invés de buscar melhores serviços. Este quadro promete mudar com a aprovação pela Anatel (agência nacional de telecomunicações) da portabilidade numérica. A medida foi aprovada dia 31 de agosto de 2006 e deve entrar em vigor até março de 2009. Os clientes pagarão apenas uma taxa única de 20 reais para migrar sem perder o número.

Apesar de já aprovada há mais de seis meses, o assunto se tornou público apenas no segundo bimestre de 2007, depois de concluídas pesquisas mais avançadas por parte dos técnicos da anatel.

A medida ainda não conhecida pela maioria dos consumidores gera polêmica. “O mais importante é que vamos deixar de ser reféns de operadoras que não prestam bons serviços, mas por outro lado, esta medida vai causar uma verdadeira mistura de números para nós consumidores”, afirma a aposentada Maria Thereza.

Uma das maiores preocupações por parte dos usuários é justamente saber para que operadora está ligando. Com a portabilidade vai ser mais complicado, por exemplo, ao usar promoções de bônus para falar com a mesma operadora, afinal, não haverá certeza a qual operadora o número pertence. “Acho que para uma maior comodidade do cliente, deve haver um número para ligar, que se faça uma identificação de qual operadora é o tal número”, sugeri o colaborador da Claro Daniel Collyer.

Promoções – Uma das maiores vantagens para os consumidores será o aperfeiçoamento por parte das operadoras para oferecer planos e promoções mais ousadas, a fim de manter sua base de clientes e atrair os da concorrência. Será a chance das operadoras menores, como Telemig Celular e Brasil Telecom se firmar no mercado conquistando uma maior fatia no bolo da lucratividade. Para operadoras maiores como Vivo, Claro, Oi e Tim, a briga será acirrada para oferecer as melhores vantagens aos clientes pós e pré-pagos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Tim, a alta cúpula da operadora acredita que este é o momento de “roubar” os clientes da Vivo e partir rumo à liderança de mercado. Esta declaração contrasta com a opinião dos dirigentes da Vivo no estado da Bahia. “Não entendo desta forma. No mercado, uma situação pode passar de ameaça para oportunidade em questão de segundos. Quando isto acontecer, vai sair na frente quem se preparou para esta nova realidade, e pode ter certeza, que nós já vínhamos nos preparando para esta mudança” afirma o consultor da Vivo Victor Cruz.

Claro e Oi não querem ficar pra trás

O Brasil já conta com 102 milhões de celulares, o número não para de crescer, haja vista que no mês de março foram acrescidos mais 900 mil celulares. A Vivo é líder de mercado com aproximadamente 29 milhões de clientes, seguida da Tim com 26 milhões. A Claro vem logo em seguida com 25 milhões de clientes. A operadora acredita que pode surpreender e assumir a liderança no número de clientes. A estratégia é aproveitar a portabilidade numérica e a briga entre as líderes de mercado. “Com planos pós-pagos atraentes, é bem possível a Claro chegar ao topo "roubando" os clientes que não saem da Vivo apenas porque têm seus números há mais de 10 anos”, comenta Daniel Collyer.

Desfavorecida pela área de cobertura, a operadora Oi, que está presente em apenas 16 estados brasileiros, não pensa em liderar o mercado, mas sim em aprimorar cada vez mais os serviços para conquistar um público fiel. As estratégias da Oi já foram lançadas a partir do momento em que a Telemar, dona da marca Oi, resolveu reunir todos os seus serviços, como internet, telefonia fixa e móvel em apenas uma marca, assumindo assim o nome da operadora de celular que em apenas cinco anos já conta com mais de 13 milhões de clientes.