segunda-feira, 21 de maio de 2007

Empresários investem na construção de novos shoppings


Salvador contará com mais três shoppings até 2010

Por Erick Issa


Quem passa pelo coração da Avenida Tancredo Neves fixa o olhar na direção do mais novo shopping da cidade. O Salvador Shopping inaugura na manhã de hoje (22). A inauguração do shopping será o ponto de partida para mais três obras. Até 2010 serão inaugurados os Shoppings Paralela, Mega Center e Paseo Itaigara.
Os Baianos vêem com preocupação os novos empreendimentos. “Acho que a cidade ainda não suporta tantos shoppings. Sendo que apenas um desses novos, não vai ser voltado para o mesmo publico” afirma o estudante Ibsen Brandão
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O grupo do empresário José Carlos Paes Mendonça (JCPM), que controla o novo shopping investiu 300 milhões para execução do projeto. Sendo mais de 30 milhões na execução de um novo sistema viário para evitar engarrafamentos na região. Foram construídas três passarelas, duas pontes sobre o Rio Camurujipe, duas passagens em desnível e um viaduto. Algumas ruas também foram alargadas pra facilitar o trânsito do local.

O Salvador Shopping contará com 263 lojas, oito salas de cinema e praça de alimentação. A expectativa com a inauguração é muito grande por parte dos colaboradores. “Quando eu entrei lá pela primeira vez era tudo lama. Não acreditei que o shopping ficaria pronto em dois meses. Hoje sinto o dever cumprido e espero que as pessoas gostem do nosso trabalho e que de alguma forma possamos atingir a vida de cada um dos novos clientes” comenta a colaboradora da David Móveis, Camiles Ribeiro.

Investindo pesado - O Shopping Paralela está previsto para inaugurar no dia 29 de março de 2009, dia em que a cidade comemora seu aniversário. Cerca de 400 lojas se instalarão no local. Já o Paseo Itaigara será voltado para as classes A e B. O empreendimento que contará com 74 lojas está previsto para ser inaugurado em setembro de 2008.

O alvará do Mega Center, que será erguido na Rótula do Abacaxi, ainda não foi liberado pela prefeitura que estuda mudanças no trânsito da região. O Mega Center contará com mais de 800 lojas, sendo assim o maior shopping da América Latina.

Shoppings se movimentam para não perder mercado
Os shoppings que já possuem mercado na cidade há mais de duas décadas anunciam ampliações e investimentos para não perder mercado. O Shopping Itaigara ganhará mais uma alameda até 2008. A reforma inclui inauguração de novas salas de cinema e instalação de lojas âncoras para atrair um maior público. Já o Shopping Barra anunciou que investirá na construção de 10 salas de cinema da Rede Multiplex, a obra que ainda não possui data para começar será de responsabilidade do Arquiteto Antonio Caramelo.
O Shopping Iguatemi, maior da cidade também não quer ficar pra trás. A última reforma atraiu mais dezoito lojas e 220 novas vagas de estacionamento. Seguindo o mesmo ritmo, o Aeroclube fecha pra reforma e reabre no dia 01 de Dezembro, com nova roupagem. O shopping que se chamará Aeroclube e Office vai contar com escritórios e até um Call Center. Três lojas âncoras, que ainda não foram anunciadas, também abrirão filiais no shopping, a fim de atrair novos clientes.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Amor dividido entre duas profissões


Anne Louise estuda direito e faz sucesso na noite soteropolitana como DJ

Por Erick Issa


A faculdade de direito e a música eletrônica são as duas paixões de Anne Louise de Albuquerque. A jovem de apenas 22 anos que cursa o oitavo semestre de direito na Universidade Federal da Bahia arranja tempo para tocar nas festas e boates da capital baiana. Não é uma rotina nada fácil de seguir, mas Anne não pensa em abrir mão da música em função da carreira jurídica. “O máximo que farei é dar um tempo para a música, pois terei que estudar muito para concursos, mas não abro mão da minha carreira de DJ”, empolga-se Anne.

A paixão pela música vem do berço. O pai de Anne mantém um mini estúdio dentro de casa, o que estimulou a DJ a estudar piano desde os sete anos. Foi a partir dos 17 anos que Anne conheceu a musica eletrônica, o que a levou a trabalhar com produção e promoção de festas de música eletrônica. Não demorou muito para que Anne fizesse uma oficina para DJ com o professor e também DJ Oliver Jack. Aluna aplicada, a garota em tão pouco tempo explodiu na cena eletrônica de Salvador, ganhando a admiração de centenas de pessoas. “A DJ Anne Louise é linda, ela faz mixagens perfeitas. Como pessoa ela é carinhosa, atenciosa e nerd”, brinca a amiga Thais Biazin.

Pessoal e profissional - Anne conta que sente a necessidade de separar o pessoal do profissional, uma prova disto são os seus perfis no orkut, onde conta com três, sendo apenas um pessoal. A carreira como DJ começou no dia 29 de julho de 2006, na festa Fever do seu professor Oliver. A partir deste momento Anne ganhou fãs, amigos e até uma comunidade no Orkut.
A arte de dividir o pessoal do profissional se estende aos estudos. Estudar, estagiar e tocar são os três verbos que não saem da mente de Anne. “Consigo dividir meu tempo, pois as festas resumem-se aos fins de semana, porém perco muito tempo na frente do computador baixando músicas. Deixo-as baixando e vou estudar dois capítulos”, conta Anne.

Não foi fácil conquistar tudo isso em tão pouco tempo. Anne também sofreu discriminação por ser mulher. Muitos afirmaram que ela era apenas uma Patricinha querendo entrar no mundo da música, mas nossa futura advogada não se abateu e soube usar o preconceito a seu favor. Muitas vezes Anne foi escolhida para festas, devido ao grande público masculino para que a festa seria produzida. O que mostra que o fato de ser mulher é um diferencial no mundo da musica eletrônica.

Apoio da família e admiração dos fãs

Segundo Anne, os pais gostam do seu trabalho, mas se preocupam que ela dê atenção à carreira jurídica. Ela dá um sorriso e nos confessa que sua irmã é sua fã incondicional. Por falar em fãs, a DJ conta que recebe muitos bilhetes e cantadas quando está tocando. ”Uma vez eu estava tocando e vi uma mulher acenando desesperadamente, fui até ela. No começo ela me disse que queria saber onde tomar curso pra DJ e depois confessou que queria saber mesmo se eu curtia mulheres”, lembra Anne.
Jogo de cintura é a receita para saber conciliar tantos compromissos, sejam eles pessoais ou profissionais. Cada segundo é muito valioso na vida da DJ, que nunca se arrepende da escolha de se dividir em duas tarefas tão diferentes. Ultrapassar obstáculos, vencer preconceitos e seguir em frente fazem parte da meta de Anne. “Se tivesse que abandonar uma carreira, deixaria a música, mas não pretendo ter que fazer isto. Esta decisão só seria tomada se fosse à última das opções, afinal de contas minha vida não é barata. Direito é a minha primeira profissão”, explica.

sábado, 28 de abril de 2007

Fonte Nova encontra-se em estado de total abandono


Estádio não tem condições de sediar jogos da seleção

Por Erick Issa


Quem olha de longe, não imagina o que as grandes paredes de concreto escondem, nem sequer sonham que após completar cinqüenta anos, esta grandiosa praça esportiva, não tem motivos para comemorar. Os graves problemas enfrentados pelo Estádio Octávio Mangabeira têm sido tema de debates entre torcedores e dirigentes. A precariedade do local prejudica, inclusive, a seleção brasileira que fica impossibilitada de atuar na Bahia.

Para os que ainda gostam de futebol está sendo uma dura tarefa ir aos jogos do Esporte Clube Bahia. O maior estádio de futebol da Bahia encontra-se abandonado e esquecido pelas autoridades. Rachaduras, infiltrações, muita sujeira e falta de segurança dão uma nova feição ao Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova.

Para quem viveu os áureos tempos do Futebol Baiano, é triste deparar-se com o novo rumo que o estádio tomou. A Fonte encolheu, sua capacidade foi reduzida de 89.900 espectadores, para apenas 65.000. Com a interdição de parte do anel superior, devido a riscos de desabamento, esta capacidade foi reduzida ainda mais, para apenas 45.000 pessoas.

O torcedor que já se espremeu para assistir o Bahia, campeão Brasileiro de 1988 e para ver o Vitória, vice-campeão nacional em 1993 tem se afastado cada vez mais desta praça esportiva. “Tenho medo que ocorra outra invasão de campo e tenho medo também das crescentes brigas entre as torcidas organizadas. Não há segurança no estádio, a falta de policiamento é gritante”, afirma o estudante Alexandre Teixeira de Pinho.

Eliminatórias e copa - Uma reunião entre o Governador Jacques Wagner e o Presidente da CBF Ricardo Teixeira na tarde desta quinta-feira (15), discutiu a possibilidade da Bahia receber um jogo da seleção Brasileira pelas eliminatórias da copa de 2010.

O Governador prometeu a Ricardo Teixeira que irá reformar a Fonte Nova na tentativa de adequá-la para jogos de grande porte. Para isso será preciso fechar o estádio o mais rápido possível, pois o jogo está previsto para o início de 2008. O dirigente da CBF mostrou-se satisfeito com o compromisso assumido pelo governador e colocou a Bahia como uma das possíveis sedes da copa de 2014. O Brasil disputará com a Colômbia o direito de sediar o mundial que acontecerá na América do Sul.

De acordo com a assessoria de comunicação da Sudesb (Superintendência de desportos da Bahia), o diretor geral do órgão, Raimundo Nonato, esteve reunido durante toda tarde desta segunda-feira com o engenheiro de projetos esportivos Nilo Júnior, a fim de estabelecer pontos estratégicos para recuperação do estádio. Uma comissão da CBF deve inspecionar o local no mês de Abril.

Estádio Arena pode sair do papel ainda esse ano

O grupo português Lusoarenas tem interesse de construir um novo estádio de futebol na Capital Baiana. A iniciativa privada pretende construir um complexo com lojas e anfiteatro que terá como carro chefe um estádio de futebol com capacidade para 40.000 pessoas. O estádio abrigará jogos do Bahia e do Vitória e deverá ser erguido nas imediações da Avenida Paralela. “Vejo com bons olhos a construção de um novo estádio, mais ainda não fui procurado por ninguém”, afirma Raimundo Nonato, diretor da Sudesb.

De acordo com a assessoria do governo do estado, o governador Jacques Wagner especulou com o presidente da CBF sobre a construção do novo estádio que ficará pronto em 2010 e que será totalmente orçado pela iniciativa privada. Com a construção do estádio a Bahia entra na briga para ser uma das sedes da copa de 2014.

Quem ganhará com isso será o torcedor da dupla Ba-Vi, que terá um estádio super moderno à sua disposição. “Já estava na hora de um empreendimento deste porte, não agüentamos mais a insegurança da Fonte Nova, precisamos deste estádio o mais rápido possível”, desabafa o motorista Roberto Oliveira.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Portabilidade numérica deve acirrar concorrência entre operadoras de celular


Usuários poderão migrar de operadora e manter o mesmo número

Por Erick Issa


Mudar de operadora de celular e manter o mesmo número parecia um sonho distante para os usuários brasileiros. Muitas vezes não satisfeitos com os serviços prestados, os clientes optavam por continuar com a companhia para não perder o número, ao invés de buscar melhores serviços. Este quadro promete mudar com a aprovação pela Anatel (agência nacional de telecomunicações) da portabilidade numérica. A medida foi aprovada dia 31 de agosto de 2006 e deve entrar em vigor até março de 2009. Os clientes pagarão apenas uma taxa única de 20 reais para migrar sem perder o número.

Apesar de já aprovada há mais de seis meses, o assunto se tornou público apenas no segundo bimestre de 2007, depois de concluídas pesquisas mais avançadas por parte dos técnicos da anatel.

A medida ainda não conhecida pela maioria dos consumidores gera polêmica. “O mais importante é que vamos deixar de ser reféns de operadoras que não prestam bons serviços, mas por outro lado, esta medida vai causar uma verdadeira mistura de números para nós consumidores”, afirma a aposentada Maria Thereza.

Uma das maiores preocupações por parte dos usuários é justamente saber para que operadora está ligando. Com a portabilidade vai ser mais complicado, por exemplo, ao usar promoções de bônus para falar com a mesma operadora, afinal, não haverá certeza a qual operadora o número pertence. “Acho que para uma maior comodidade do cliente, deve haver um número para ligar, que se faça uma identificação de qual operadora é o tal número”, sugeri o colaborador da Claro Daniel Collyer.

Promoções – Uma das maiores vantagens para os consumidores será o aperfeiçoamento por parte das operadoras para oferecer planos e promoções mais ousadas, a fim de manter sua base de clientes e atrair os da concorrência. Será a chance das operadoras menores, como Telemig Celular e Brasil Telecom se firmar no mercado conquistando uma maior fatia no bolo da lucratividade. Para operadoras maiores como Vivo, Claro, Oi e Tim, a briga será acirrada para oferecer as melhores vantagens aos clientes pós e pré-pagos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Tim, a alta cúpula da operadora acredita que este é o momento de “roubar” os clientes da Vivo e partir rumo à liderança de mercado. Esta declaração contrasta com a opinião dos dirigentes da Vivo no estado da Bahia. “Não entendo desta forma. No mercado, uma situação pode passar de ameaça para oportunidade em questão de segundos. Quando isto acontecer, vai sair na frente quem se preparou para esta nova realidade, e pode ter certeza, que nós já vínhamos nos preparando para esta mudança” afirma o consultor da Vivo Victor Cruz.

Claro e Oi não querem ficar pra trás

O Brasil já conta com 102 milhões de celulares, o número não para de crescer, haja vista que no mês de março foram acrescidos mais 900 mil celulares. A Vivo é líder de mercado com aproximadamente 29 milhões de clientes, seguida da Tim com 26 milhões. A Claro vem logo em seguida com 25 milhões de clientes. A operadora acredita que pode surpreender e assumir a liderança no número de clientes. A estratégia é aproveitar a portabilidade numérica e a briga entre as líderes de mercado. “Com planos pós-pagos atraentes, é bem possível a Claro chegar ao topo "roubando" os clientes que não saem da Vivo apenas porque têm seus números há mais de 10 anos”, comenta Daniel Collyer.

Desfavorecida pela área de cobertura, a operadora Oi, que está presente em apenas 16 estados brasileiros, não pensa em liderar o mercado, mas sim em aprimorar cada vez mais os serviços para conquistar um público fiel. As estratégias da Oi já foram lançadas a partir do momento em que a Telemar, dona da marca Oi, resolveu reunir todos os seus serviços, como internet, telefonia fixa e móvel em apenas uma marca, assumindo assim o nome da operadora de celular que em apenas cinco anos já conta com mais de 13 milhões de clientes.